Quem tá cansado dê licença do caminho, quem vai a luta dê as mãos e vamos embora (José Pinto de Lima)
O professor parece ser um chão de palavras pisadas na poeira dos dias e amaciado por um martelo de bater um bife vermelho. Os parlamentares da Terra de Alencar estão na caixa de costura e os apaixonados pela poltrona do poder temperado, lá se vão, convictos, decididos, andando com a cabeça entre as orelhas de um cão e com o cérebro frito por conta de tanta má vontade.
Dias assim ou dias inúteis nos carregam para o outro lado do cemitério às quatro da madrugada... Com o peso do mundo, num estado evidente de melancólica e abduzida incompreensão, como se o exílio fosse um pudim ou como se nós fossemos o dedal que se recusou a empurrar a agulha.
Hoje pedi que a luta por dias melhores permanecesse inesgotável, inteligente, como uma longa partida de xadrez, e que o grande Deus de vossas vidas se transformasse num caminho livre para a uma vida sem gás de tristeza, mas com a verdicidade de uma relva púrpura.
Diante dos fatos, só o que restou na memória da pele foram os renascidos do mar da cobiça e as notas tristonhas de um jornalismo maquiado, como se o mundo inteiro estivesse nu descendo escadas. Nômade e onírico é o argumento dos capitalistas. Ora mentira na tv , ora os hipócritas especialistas.
Nesta Pandinha de Tomé, palavras sinceras incomodam, enquanto no Planeta da educação desejada... Mesquitas e Cenas querem fugir por não suportarem maiores revelações e outras formas de fortalecimento que resistem por entre um copo de piso e dois dedos de efervescente valorização.
Da rua do sentimentalismo salto para a política, apesar da simetria irregular e desse rio de intransigência descabida, ainda é possível sereno ser: Governantes e burocratas, que só se lembram dos filhos da classe trabalhadora para reprimir o direito da própria classe trabalhadora, quero que saibam que nosso amor por um novo e novo mundo, não vai permitir que a luta secular dos professores se torne um templário de sorrisos mortos num aquário de desolação. Aliás, não é só o professor que merece um piso justo, mas todo trabalhador e toda trabalhadora, pois se um pedreiro não sabe explicar como se resolve uma equação do segundo grau incompleta, tampouco saberá o professor edificar uma laje com cimento, areia e ferro. Ademais, toda a profissão tem seu desgaste, sua especificidade e, portanto, deve ser respeitada e valorizada; e aqui cabe uma pergunta: O que farão estes senhores e estas senhoras das luxuosas metrópoles quando a classe trabalhadora compreender que a sua auto-organização é capaz de nos trazer domingos de raios amarelos e flores com folhas de verde dignidade?
Razek, Ternura sempre!
Extraído do lenitivocultural.blogspot.com
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