terça-feira, 2 de agosto de 2011

O amor na visão de um matemático

Eu derivei meu amor
Mas percebi que o limite
Tendia para o infinito.
Como solução somente a integração.
Usei a integral indefinida
Para calcular o seu tamanho,
Mas percebi que era n-dimensional.
Então achei que era tudo relativo,
dependia do referencial.
Em cada ângulo imaginei meu amor,
Mas percebi que em leis não se enquadrava.
Achei tudo aleatório,
Pedi socorro à probabilidade.
Se era uma variável discreta ou contínua,
Foi difícil diagnosticar.
Mesmo com intervalo de confiança
O amor caiu além dos limites.
Soltei o coeficiente de aceitação,
Mas o amor assumiu valores
De uma complexa inequação.
Então tarde eu percebi
Que o amor não tem explicação.

(Autor desconhecido)

Um comentário:

  1. Eu confesso que não gosto de textos cujos autores são desconhecidos, contudo, este é bastante curioso por isso resolvi dividí-lo aqui no Cantinho do Elli.

    Ternura sempre!

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